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Um estudo científico independente encomendado pela Uefa e pela
associação de torcedores de futebol da Europa (FSE, sigla em inglês)
confirmou os perigos trazidos pelo uso de objetos pirotécnicos nos
estádios de futebol para a segurança e a saúde das pessoas.
A pesquisa, liderada pelo doutor Tom Smith com a ajuda de outros
especialistas internacionais, concluiu que “existe risco considerável”
na utilização desses materiais nos recintos esportivos, devido à
proximidade do público e à impossibilidade de manter uma distância de
segurança necessária.
Tantos os espectadores como os jogadores, os oficiais e os
funcionários dos estádios sofrem os mesmos riscos e “a utilização destes
objetos nas áreas que recebem os espectadores nos estádios de futebol
não é segura”, indicou a Uefa.
Entre os riscos, o estudo menciona possíveis queimaduras, efeitos
tóxicos, impacto direto tanto nos olhos e na visão como nos ouvidos,
além da possibilidade de gerar situações de pânico.
“Os objetos pirotécnicos são utilizados em 25% dos jogos em
competições da Uefa e este novo relatório prova uma vez mais que (a
pirotecnia) não têm espaço nos estádios de futebol. A investigação
reflete que os objetos são e atuam como explosivos, por isso não há
segurança em sua utilização em espaços como os campos de futebol”,
afirmou o holandês Michael Van Praag, presidente do grupo de trabalho da
Uefa sobre pirotecnia no futebol.
Segundo Van Praag, este órgão trabalha agora com as federações
nacionais “para fazer o possível para reduzir o risco que (os objetos
pirotécnicos) possam causar”. “Isto significa trabalhar de forma
conjunta e efetiva para prevenir sua utilização”, declarou o holandês,
que, no entanto, reconhece que em alguns países os fogos fazem parte da
cultura dos estádios.
FONTE: ESPN

