Créditos: RolfAasa/istock
A
Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia (Febasgo), em parceria
com o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Pan-Americana de Saúde
(Opas), lançou o Manual de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Dengue
na Gestação e no Puerpério, para baixar gratuitamente, que reúne
orientações fundamentais sobre essa questão de saúde pública.
Elaborado por um grupo de 16
especialistas em ginecologia obstetrícia, o guia destaca a importância
de medidas preventivas para evitar complicações decorrentes da dengue
durante a gravidez e após o parto.
O manual ressalta a atratividade das gestantes para o mosquito
Aedes aegypti, devido ao odor e ao aumento do gás carbônico exalado pela
pele, juntamente com o aumento da temperatura corporal. Gestantes e
puérperas são consideradas grupos de risco para complicações decorrentes
da dengue, segundo a Febasgo.
Entre as recomendações, está o uso de repelentes aprovados pela
Anvisa, como picaridina, icaridina, DEET, IR 3535 ou EBAAP. Além disso, a
escolha das cores das roupas pode influenciar na atração do mosquito,
sendo a cor branca menos atrativa, enquanto cores como vermelho, azul,
alaranjado ou preto devem ser evitadas.
Em casos leves de infecção, repouso e aumento da ingestão de
líquidos são indicados. No entanto, gestantes com dengue necessitam de
acompanhamento médico regular, incluindo avaliação do hemograma até 48
horas após a febre desaparecer.
Em situações graves, a internação é recomendada, podendo ser necessária a transferência para uma unidade de terapia intensiva.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de casos de dengue
em gestantes aumentou 345,2% nas seis primeiras semanas deste ano em
comparação com o mesmo período de 2023.
Medidas como controle de criadouros do Aedes aegypti, uso de
inseticidas e repelentes, além da nebulização ambiental ou domiciliar,
são essenciais para prevenir a contaminação.
FONTE: Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia (Febasgo), da Agência Brasil e do Ministério da Saúde (MS).


