
Foto: Mariela Lopez/Anadolu via Getty Images
04/12/2023
O
assessor especial da Presidência, Celso Amorim, disse ao presidente da
Venezuela, Nicolás Maduro, que a situação com a Guiana pode sair de
controle, e que o Brasil não quer a presença de tropas estrangeiras na
Amazônia, apurou a CNN.
O
alerta foi feito durante a viagem de Amorim a Caracas antes da
realização do referendo sobre a anexação de parte do território da
Guiana, que aconteceu domingo (3) e que teria sido vencido com 95% dos
votos, conforme o regime venezuelano.
Na
viagem, Maduro garantiu a Amorim que não haveria guerra, mas a retórica
e as declarações públicas das autoridades venezuelanas seguem
preocupando o Brasil.
Amorim, então, alertou Maduro que a situação pode sair rapidamente de controle e que o Brasil não quer uma guerra na região.
Para
o Brasil, a Amazônia é uma área sensível e outros países poderiam se
envolver no conflito em defesa da Guiana como, por exemplo, os Estados
Unidos. Além disso, ainda teria o custo em vidas dos dois lados e
existiria o risco de resvalar em território brasileiro.
O
único acesso da Venezuela para a Guiana por terra é por meio de uma
estrada que passa pelo Brasil. O ministro da Defesa, José Múcio, disse
ao analista da CNN, Caio Junqueira, que o Brasil não vai permitir acesso à estrada.
Outras possibilidades seriam por terra ou mar.
A
avaliação no Planalto e nas Forças Armadas é que Maduro quer mudar a
agenda na Venezuela, abandonando a pauta das eleições presidenciais e
tentando unir o país em torno de inimigo comum. E que a invasão à Guiana
seria uma “bravata”.
O
que vem sendo monitorado de perto é o risco de alguma manobra
diplomática ou militar errada dos venezuelanos. Hoje, após a realização
do referendo, o Exército brasileiro não detectou nenhuma movimentação no
local.
FONTE: TBN/CNN

