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“PENSEI QUE ERA UMA ESPINHA”: MULHER DESCOBRE CÂNCER AO TENTAR TIRAR SINAL DO NARIZ; VEJA DETALHES QUE PODEM AJUDAR A IDENTIFICAR

Juliana Vilela viu procedimento não cicatrizado se transformar em pesadelo

A influenciadora digital Juliana Vilela vem compartilhando em seu
perfil no TikTok sua jornada contra um câncer raro, identificado após
ela remover um pequeno sinal que apareceu no nariz. A empreendedora
procurou um dermatologista para remover a marca no final de 2023, mas o
nariz não cicatrizou.

“Estava super feio, no meio do sinal havia uma ferida. Procurei
vários médicos e a opinião que mais convergia entre eles era de que a
dermatologista havia utilizado uma potência muito alta para a
cauterização e queimou a mancha. Por este motivo estava demorando para
cicatrizar”, relatou Juliana no TikTok.

Após não ver melhora no procedimento, ela procurou um especialista e
uma biópsia foi solicitada. O resultado indicou sarcoma, tumores
malignos raros que comprometem os tecidos conjuntivos, que ficam entre a
pele e os órgãos internos.

Juliana precisou fazer uma cirurgia no rosto para retirar todo o
câncer e continua compartilhando sua recuperação nas redes sociais. 

Em entrevista ao Terra, Nicolly Machado, médica
pós-graduada em dermatologia clínica, estética e cirúrgica, explica que
características suspeitas podem se apresentar em sinais e verrugas que
indiquem câncer ou tumor. 

A especialista recomenda observar se o sinal ou verruga apresenta
alterações em sua cor, tamanho, forma ou bordas. Além disso, se houver
sangramento, coceira, dor ou qualquer mudança significativa na
aparência, é recomendado procurar um médico para avaliação.

Como fazer isso em casa? 

O termo “ABCDE” é uma sigla usada pelos médicos para lembrar os
principais sinais de alerta que podem indicar um possível câncer de pele
melanoma. Cada letra representa uma característica a ser observada ao
analisar uma pinta:

A – Assimetria: A pinta não é simétrica, ou seja, uma metade não é igual à outra.

B – Bordas irregulares: As bordas da pinta são irregulares, com contornos mal definidos.

C – Cor variável: A pinta pode ter diferentes tonalidades de cor, como marrom, preto, vermelho, branco ou azul.

D – Diâmetro: A pinta tem um diâmetro maior que 6 milímetros.

E – Evolução: A pinta está mudando de tamanho, forma, cor ou está apresentando sintomas como coceira, sangramento ou crostas.

A médica ressalta que nem toda pinta que possua uma ou mais dessas
características é um câncer de pele, mas é recomendado consultar um
dermatologista para avaliação e diagnóstico adequado.

Além disso, antes de procedimentos de remoção de sinais ou verrugas, é
importante que um médico dermatologista faça uma avaliação com o
dermatoscópio, aparelho que amplia a imagem da lesão através de uma
lupa, possibilitando avaliar mais de perto as alterações, e
características da lesão. 

“É sempre recomendado buscar orientação médica para um diagnóstico
adequado e para receber as informações sobre os cuidados e exames
necessários antes dos procedimentos de remoção de sinais ou verrugas”,
enfatiza a médica.

COM: TBN

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