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MULHER FICA INTERNADA POR 21 DIAS E FAZ CIRURGIAS DEPOIS DE ESPREMER ESPINHA; ENTENDA O CASO

Foto: Terra Brasil Notícias

Foto: TBN

 

11/12/2023 

A
médica Marcela Letícia Borges Barbosa precisou passar por duas
cirurgias e ficar 21 dias internada em São Paulo após espremer uma
espinha que surgiu em seu coro cabeludo e contrair uma infecção com
abscesso.

Marcela ficou 21 dias internada por causa de uma espinha

Marcela ficou 21 dias internada por causa de uma espinha/Imagem: Arquivo pessoal 

Os procedimentos cirúrgicos, foi verificado pelos médicos que
parte do couro cabeludo havia necrosado devido à infecção. Abaixo, ela
conta sua história:

“Dia 18 de agosto, uma sexta-feira, apertei uma espinha e no
dia seguinte repeti o procedimento. Acabou que essa espinha contaminou,
virou uma pequena infecção com abscesso [cisto com pus].

Três dias depois, fui a um hospital, o médico me passou um
antibiótico e tive alta. Segui o tratamento em casa, mas não melhorava.
Na mesma semana fui a outro hospital. Já estava com uma lesão extensa no
couro cabeludo, já estava chegando no músculo, era uma celulite com
abscesso.

O médico manteve a conduta, fui medicada com antibiótico via
oral e liberada para me recuperar em casa. No outro dia, sabendo que
aquela ferida poderia se agravar, busquei novamente o hospital e
solicitei ao médico que fizesse um ultrassom para ver o grau em que
estava a infecção. Por causa disso fui internada no mesmo dia.

Inicialmente, fiquei quatro dias internada, recebendo
antibiótico na veia e tive alta para continuar com a medicação por
antibiótico por comprimido, em casa. Apesar de seguir com o tratamento,
percebi que não estava melhorando e a lesão estava abrindo.

No dia 1º de setembro, decidi mais uma vez ir ao hospital
avaliar como estava a lesão e se o tratamento estava sendo efetivo. Fui
internada pela equipe de infectologia e cirurgia plástica devido à
gravidade da situação.

Devido à infecção, tive uma lesão no couro cabeludo, era como se tivesse vários buraquinhos nele, da espessura de uma caneta.

Imagem

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Imagens: arquivo pessoal.

Precisei passar por uma cirurgia para fazer uma limpeza na lesão, de onde foi retirado tecido necrosado, que estava ali morto.

Uma semana depois da primeira cirurgia, precisei passar por
um novo procedimento cirúrgico, dessa vez para ver se a infecção estava
controlada e se o machucado estava realmente sem secreção.

Foi preciso fazer um corte no meu couro cabeludo, mas os
médicos notaram que não havia mais sinais de pus e nem outras
substâncias infecciosas.

Após 21 dias de internação e de ter passado pelas duas
cirurgias, finalmente tive alta e pude voltar para casa e para os
atendimentos.

Por mais que tenha tido cuidado na hora de espremer essa
espinha, tenha higienizado as minhas mãos, não evitei uma infecção e por
isso fica o meu alerta para que ninguém faça isso.

O ideal é que se faça uma limpeza de pele em um profissional e use produtos secativos.

Como sou médica, o conhecimento que tenho me ajudou a buscar
ajuda e atendimento médico rápido, porque sabia dos riscos de uma
infecção.

Se tivesse ignorado a situação ou ficado tomando os remédios
em casa, teria chegado ao hospital em uma situação muito mais grave do
que cheguei.

Se tivesse demorado mais quatro ou cinco dias, com certeza a
infecção teria se espalhado e as cirurgias teriam que ser muito mais
invasivas. Além de a recuperação ser mais lenta.”

Cuidados com espinhas

Imagem

Imagem: Arquivo pessoal

As espinhas são uma doença da pele caracterizada por um processo inflamatório das glândulas sebáceas e dos folículos pilosos.

Em outras palavras, acontece devido à interação entre as células
mortas e a substância oleosa natural da pele, além das bactérias ali
existentes, que bloqueiam os poros e levam à inflamação.

“As espinhas são como se fossem pequenos abscessos que devem ser
tratados como infecções localizadas. Mesmo que pequenas, o ideal quando
você tem uma ou várias espinhas é procurar auxílio de um dermatologista,
fazer higiene com sabonetes adequados, usar cremes que possam diminuir a
contaminação e a propagação dessas bactérias”, explica Reinaldo Tovo,
coordenador do Núcleo de Dermatologia do Hospital Sírio-Libanês (SP).

Ao espremer uma espinha corre-se o risco de substâncias nocivas
que estão na pele ou nas unhas entrarem nessa lesão causando uma
infecção localizada —a mais comum.

No entanto, é possível que essa infecção se propague, pela pele ou corrente sanguínea, gerando uma infecção generalizada.

É possível controlar o surgimento de espinhas com o uso de
sabonetes e cosméticos adequados para esse fim e até mesmo medicamentos
indicados por um dermatologista.

Manter um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada com
pouca gordura e exercícios físicos regularmente também ajuda a
controlar o aparecimento delas.

COM: UOL

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