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“DÊ FUTURO, NÃO DÊ ESMOLAS”: INICIATIVA DE VEREADOR BUSCA REDUZIR A PRÁTICA DE DAR ESMOLAS; ENTENDA

 09/jul/2024(Foto: Ricardo Marajó/FAS)

Na Câmara Municipal
de Curitiba, um novo projeto de lei busca mudar a forma como a
população ajuda os moradores em situação de rua. Intitulada “Dê futuro,
não dê esmolas”, a campanha visa desencorajar a prática de dar dinheiro
diretamente às pessoas vulneráveis, incentivando o apoio através dos
serviços sociais oferecidos pela cidade.

Protocolado em 18 de junho, o projeto aguarda a análise da Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) e, se aprovado, seguirá para as demais
comissões antes de ser votado no plenário. Com a possível aprovação e a
sanção do prefeito Rafael Greca (PSD), a lei entrará em vigor 90 dias
após sua publicação oficial.

Campanha prevê que população acione assistência social em vez de dar esmolas/Tom Zé Fonseca/Futura Press/Estadão Conteúdo

Qual é o Impacto Esperado da Campanha “Dê Futuro, Não Dê Esmolas”?

O vereador Eder Borges (PL-PR), autor do projeto, defende que a
campanha é essencial para conscientizar a população sobre os malefícios
da esmola. Segundo ele, esse ato, embora seja movido por boa vontade,
pode perpetuar ciclos de dependência e não resolve as causas
fundamentais da pobreza e desamparo social.

Como Funcionará a Campanha?

Segundo o projeto, a campanha visa educar a população curitibana,
fornecendo informações sobre como encaminhar sugestões ou pedidos
relacionados à assistência social. Além disso, espera-se que a campanha
organize parcerias para a criação de publicidades que promovam uma nova
visão sobre a assistência aos necessitados, incluindo a reinserção
social, familiar e profissional.

Detalhamento das Ações Propostas

  • Dados de contato para que o público envie solicitações ou sugestões à Prefeitura.
  • Encaminhamento de crianças, jovens, adultos e idosos em situação de risco para atendimento especializado.
  • Parcerias com entidades privadas e organizações civis para a elaboração e divulgação da campanha.
  • Cadastro individual e acompanhamento de casos pela Fundação de Ação Social de Curitiba.

Retorno do Projeto à Câmara Municipal

Essa não é a primeira vez que uma proposta desse tipo é discutida na
Câmara Municipal. Uma versão anterior do projeto já havia sido
apresentada pelo mesmo vereador, mas foi arquivada após ultrapassar o
prazo máximo para deliberação. Com ajustes e nova estratégia, a proposta
atual busca não apenas evitar as desvantagens da esmola, mas também
promover um modelo sustentável de assistência social.

COM: TBN

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