A vida passa depressa, é um sopro no tempo que carrega para o esquecimento as realizações dos seres nesse plano terrestre. Para perpetuar nossa passagem por aqui, o Criador nos dá o dom da procriação, assim, permanecemos existindo através dos tempos; Pessoalmente, penso que a obra mais importante de qualquer homem, seja a edificação de sua família, nada pode ser mais nobre e relevante que isso.
Mas algumas pessoas, muito raras, conseguem sobrepor à árdua tarefa e além dos honrados descendentes, deixam ainda um legado histórico através de sua atividade profissional.
Exemplo dessa grandeza, destacamos aqui um ser ilustre que partiu ‘fora do combinado’ e nos deixou enlutados há exatos seis meses; falo do Sr José Carlos Generoso, o Zé Carlos, que ao retornar de Portugal, onde encerrou sua carreira futebolística, fez residência na Vila Floresta, em Varginha.
| José Carlos Generoso – 1940/2022 |
Natural de Araraquara, Zé Carlos residiu em Varginha por 46 anos, foi o ponta esquerda do ‘melhor América Mineiro de todos os tempos’ e ao lado do ídolo Jair Bala, conquistou seu primeiro título no estádio do Mineirão em 1971, quando foi campeão estadual invicto durante a temporada que ficou conhecida na época como “o ano de ouro do futebol mineiro”: Além do América campeão estadual invicto, o Atlético de Dario, Ziza e Grapette (mora em Pouso Alegre) comandados por Telê Santana, foi campeão brasileiro pela primeira vez naquele ano, o Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, Piazza
O Coelho também mostrou sua força ao vencer os dois clássicos contra o histórico Atlético campeão brasileiro de 71 (2×1 e 1×0).
Quem como eu, teve o prazer e o privilégio de conviver com o Zé Carlos Generoso, com certeza, percebeu nele a hombridade e a altivez de um homem vencedor, e com certeza carrega em sí um tanto de saudade, um punhado de alegria e muita gratidão.
Valeu Zé Carlos!

