17/mar/2024
Um ramo excêntrico e crescente do campo do coaching executivo e de
vida, avaliado em cerca de 5 milhões de dólares (aproximadamente 24
milhões de reais), está emergindo com a proposta de ajudar empresários a
otimizarem seu desempenho através do uso de drogas alucinógenas. Entre
os entusiastas dessa prática, destacam-se figuras como Paul Austin,
fundador da Third Wave, que oferece cursos de microdosagem por valores
que chegam a até 14 mil dólares (cerca de 69 mil reais) para certificar
guias psicodélicos.
O uso de substâncias como Adderall, cafeína e estimulantes
tradicionais sempre foi associado à melhoria da produtividade, mas com o
avanço da inteligência artificial, essa abordagem está perdendo espaço.
Agora, os psicodélicos, como a psilocibina (presente nos cogumelos
mágicos) e o MDMA (ou ecstasy), estão sendo promovidos como uma
alternativa para estimular o pensamento criativo e divergente,
habilidades cada vez mais valorizadas no ambiente de trabalho
contemporâneo.
No entanto, essa tendência não está isenta de controvérsias. Novas
preocupações surgem sobre a credibilidade da pesquisa científica em
torno das substâncias psicodélicas e os potenciais efeitos do uso diurno
no local de trabalho. Além disso, o uso dessas drogas apresenta riscos
significativos, como distorções perceptivas duradouras e uma sensação de
distanciamento da realidade, de acordo com o Instituto Nacional sobre
Abuso de Drogas.
Apesar dos riscos, o otimismo em relação aos benefícios das drogas
psicodélicas está crescendo em alguns setores, especialmente entre
diretores, empresários e executivos ambiciosos. Figuras proeminentes,
como Elon Musk e Sergey Brin, trouxeram nova atenção para o tema com seu
suposto uso dessas substâncias.
No entanto, especialistas advertem sobre os perigos potenciais dessa
prática, alertando que o uso de psicodélicos pode tornar as pessoas mais
vulneráveis e sugestionáveis, levando a decisões precipitadas e
mudanças drásticas no estilo de vida. Diante desses desafios, é
essencial exercer cautela e ética ao explorar o uso de drogas
psicodélicas para aprimoramento profissional, sempre considerando os
riscos e as potenciais consequências.
Com informações do jornal O Globo e Bloomberg.

