ONZE ANOS APÓS FUNDÃO: PESQUISA REGISTRA PEIXES COM LESÕES NO ESPÍRITO SANTO
6 de novembro de 2026 – 2 minutos para saber
Peixes com lesões na pele e deformidades seguem entre os registros do monitoramento da biodiversidade da bacia do Rio Doce e do litoral do Espírito Santo. Em reportagem publicada pelo g1 nesta quinta-feira (5), quando o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), completou 11 anos, pescadores mostraram animais com feridas. Um dos relatos é de Aracruz, no Norte capixaba.
A Ufes informou ao g1 que três peixes marinhos encaminhados por pescadores a pedido do ICMBio foram analisados: duas corvinas e um linguado. O linguado apresentou chumbo acima do limite da Anvisa; as corvinas ficaram dentro dos limites dos quatro contaminantes avaliados. Uma delas tinha lesões e uma massa nodular na região da mandíbula. Os resultados se limitam a esses exemplares e não representam todo o pescado da região. A análise não determinou as causas das mortes dos animais nem comprova que cada lesão foi causada pelo desastre.
Segundo a universidade, os indicadores de contaminação vêm melhorando, mas ainda há alterações ambientais e oscilações, sobretudo com chuvas intensas. O Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática não tem como objetivo avaliar os riscos à saúde humana pelo consumo de pescado.
Em avaliação sanitária separada, a Nota Técnica 48/2026 da Anvisa registrou conformidade das amostras marinhas para os contaminantes com limites legais avaliados na campanha 15. Houve excesso de cádmio em quatro amostras de peixes de água doce, de um mesmo ponto; amostras acima do limite não devem ir para consumo. A avaliação embasou o ordenamento da retomada da pesca profissional em área marinha delimitada próxima à foz do Rio Doce, conforme comunicado do Ministério da Pesca de 27 de outubro. Continuam valendo defesos e outras restrições legais.
Ao g1, a Samarco afirmou que o novo acordo de reparação prevê monitoramento contínuo da água, dos sedimentos e da fauna aquática.
Com informações do g1 ES, da Anvisa (Nota Técnica 48/2026) e do Ministério da Pesca e Aquicultura. Foto: Divulgação/Ufes, via g1.














