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Com esse aumento, as carnes passaram a ser o item com o maior
peso (0,52 ponto percentual) na inflação de alimentos deste ano, que
avançou 7,69%. O gerente da pesquisa de inflação do IBGE, André Almeida,
destacou que cortes populares entre os brasileiros, como o acém
(25,2%), patinho (24%) e contrafilé (20%), foram os mais impactados.
É importante notar que o preço da carne começou a subir apenas a partir de setembro, com quedas mensais entre janeiro e agosto.
De acordo com economistas, quatro fatores explicam a disparada
nos preços: o ciclo pecuário, que aponta para uma diminuição na oferta
de bois após dois anos de abates elevados; o clima, com seca e queimadas
prejudicando a formação de pastos, principal alimento do boi; as
exportações, uma vez que o Brasil, o maior exportador de carne bovina do
mundo, tem batido recordes de vendas; e a renda, com a queda do
desemprego e a valorização do salário mínimo, que estimularam o consumo
de carne.
Analistas indicam que esses fatores sugerem que o preço da carne não deverá cair em 2025 e que a alta pode continuar até 2026.
Fonte: Gazeta Brasil

