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IDEOLOGIA DE GÊNERO: UM CRIME CONTRA UMA GERAÇÃO

Canção Nova


31/12/2023eitura


No
Reino Unido, mais de 70 crianças, com apenas três e quatro anos de
idade, foram encaminhadas para o Serviço de Desenvolvimento de
Identidade de Gênero.

A jornalista
e feminista Julie Bindel, fundadora de uma iniciativa chamada The
lesbian Project, escreveu, em 27 de dezembro, um artigo no Daily Mail no
qual critica a ideologia de gênero como “nada menos que um crime contra
uma geração.

Ela afirma no artigo que, quando
criança, queria ser menino. Isso porque, desde cedo, percebia que
meninos tinham mais liberdade que meninas, além de não precisarem usar
vestidos desconfortáveis e ter brinquedos mais legais. O mesmo vale,
obviamente, para meninos, que podem estar menos interessados em futebol e
carros e, em algum momento, ter comportamentos mais próximos do
imaginário das meninas.

Isso não significa sequer que a
criança venha a se tornar um adulto gay ou uma adulta lésbica muito
menos que precise fazer um tratamento para mudança de sexo. Hoje em dia,
porém, se uma menina se interessar mais por futebol do que pela Barbie
ela e seus pais podem acreditar que seus problemas serão resolvidos se
ela “se tornar” um menino.

 Ideologia de gênero: um crime contra uma geração

No Reino Unido, mais de 70 crianças,
com apenas três e quatro anos de idade, foram encaminhadas para o
Serviço de Desenvolvimento de Identidade de Gênero.

A jornalista e feminista Julie
Bindel, fundadora de uma iniciativa chamada The lesbian Project,
escreveu, em 27 de dezembro, um artigo no Daily Mail no qual critica a
ideologia de gênero como “nada menos que um crime contra uma geração.

 Ela afirma no artigo que, quando
criança, queria ser menino. Isso porque, desde cedo, percebia que
meninos tinham mais liberdade que meninas, além de não precisarem usar
vestidos desconfortáveis e ter brinquedos mais legais. O mesmo vale,
obviamente, para meninos, que podem estar menos interessados em futebol e
carros e, em algum momento, ter comportamentos mais próximos do
imaginário das meninas.

 Isso não significa sequer que a
criança venha a se tornar um adulto gay ou uma adulta lésbica muito
menos que precise fazer um tratamento para mudança de sexo. Hoje em dia,
porém, se uma menina se interessar mais por futebol do que pela Barbie
ela e seus pais podem acreditar que seus problemas serão resolvidos se
ela “se tornar” um menino.

Bindel observa que, ao longo última
geração, a sociedade felizmente deixou de obrigar as crianças a serem
meninos e meninas adequados, mas que agora “tudo isso mudou de uma forma
muito perturbadora.”

Segundo a jornalista e ativista
lésbica, essa “mania atual de mudança de gênero, mutilação genital e
tratamento hormonal prejudicial” é “um regresso aos maus velhos tempos
de forçar as crianças a papéis específicos de gênero – só que agora,
qualquer sinal de ser diferente é medicalizado.”

O seu artigo foi escrito após a
revelação, feita pelo Daily Mail, de que mais de 70 crianças, com apenas
três e quatro anos de idade, foram encaminhadas para o Serviço de
Desenvolvimento de Identidade de Gênero.

O Centro Tavistock

GIDS, Serviço de Desenvolvimento de
Identidade de Gênero, é uma clínica de saúde que opera no Reino Unido e é
especializada em trabalhar com crianças com problemas de identidade de
gênero, incluindo disforia de gênero. Ela é gerida pela Tavistock and
Portman NHS Foundation Trust desde 1989.

O Serviço de Desenvolvimento de
Identidade de Gênero (Gids) foi provisoriamente interditado após receber
duras críticas e será substituído por dois centros regionais. O
encerramento da clínica de gênero para crianças na Inglaterra e no País
de Gales está previsto para março de 2024.

 A clínica de Tavistock foi
classificada como “inadequada” pelos inspetores que a visitaram no final
de 2020, depois que o programa Newsnight da BBC relatou as preocupações
dos denunciantes.

Em julho do ano passado, o NHS
England anunciou que o Gids fecharia na primavera de 2023, após o
relatório provisório da Dra. Hilary Cass que chamou o serviço único de
“insustentável”. O NHS England disse que o cronograma foi revisado
devido à complexidade envolvida.

 Segundo a matéria do Dayly Mail,
pesquisas recentes mostraram que houve um crescimento surpreendente no
número de jovens vistos lá na última década, de 136 em 2010-11 para
3.585 em 2021-22. Um relatório mostrou que 12 crianças de três anos
foram encaminhadas para a clínica durante esse período, junto a mais 61
crianças de quatro anos, 140 crianças de cinco anos e 169 crianças de
seis anos.

Um escândalo nacional

 Julie Bindel ficou chocada com a
informação, o que a levou a escrever o artigo, no qual afirmou: “É uma
loucura pensar que crianças dessa idade tenham alguma ideia sobre
identidade de gênero ou disforia de gênero. Pergunte como eles se
identificam e eles dirão a primeira coisa que lhes vier à cabeça. Claro
que algumas crianças dirão que querem ser do sexo oposto, a vida sempre
foi assim” e continua, explicando que é simplesmente errado pensar que
tais meninos ou meninas precisam de intervenção médica.

 Segundo ela, mesmo as raras crianças
com problemas mais graves precisam de ajuda psicológica, em vez de serem
iniciadas em tratamentos com bloqueadores da puberdade, hormônios
sexuais e cirurgia:

 “Estas crianças em idade pré-escolar
estão sendo colocadas em um caminho que poderá, em última instância,
levá-las à castração ou à mutilação genital irreversível quando
atingirem a idade de 18 anos. É nada menos do que um crime contra uma
geração inteira”.

Os defensores da intervenção precoce
apontam o aumento da procura por mudança de gênero nos últimos anos como
prova de uma procura reprimida, mas, segundo Julie Bindel “não é nada
disso, é uma espécie de contágio social alimentado por ativistas, pais
fanáticos, assistentes sociais e, naturalmente, sites de redes sociais
como o TikTok”.

A jornalista denuncia ainda que
muitas vezes os assistentes sociais aceitam a ideologia de gênero e
tendem a querer “resolver” os problemas das crianças problemáticas,
sugerindo que podem ser trans.

Os jovens impressionáveis e confusos
se agarram à última moda que pensam poder resolver os seus problemas – a
mudança de gênero. Os assistentes sociais com motivações ideológicas os
empurram, então, para a Clínica Tavistock, “que procura patologizar a
sua confusão e infelicidade e muitas vezes sugere que interromper a
puberdade com drogas é a resposta.”

Bindel então conclui: “É um escândalo
nacional que centenas dos nossos jovens sejam empurrados para uma
cirurgia irreversível em nome da ideologia progressista”.

O antagonista.com 

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