oito casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave provocados pelo H3N2. Destes,
quatro pacientes foram infectados em Belo Horizonte
forma mais segura de prevenção contra o vírus é por meio da vacinação(foto:
Jair Amaral/EM/DA Press – 18/04/2017)
Um tipo do vírus influenza que provocou a pior temporada de gripe nos Estados
Unidos desde 2009 acende o alerta para as autoridades de saúde de Minas Gerais.
A circulação do H3N2 infectou mais de 47 mil pessoas e provocou mortes,
principalmente de crianças e idosos no país norte-americano. A cepa já está
circulando em território mineiro. Balanço da Secretaria de Estado de Saúde
(SES) divulgado ontem mostra oito casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
(Srag) provocados por influenza foram do tipo H3N2. Destes, quatro pacientes
foram infectados em Belo Horizonte. Profissionais do Sistema Único de Saúde
(SUS) já receberam qualificação para a sazonalidade do vírus. Uma das forças de
prevenção é inclui a vacinação. A campanha está marcada para começar em 16 de
abril. Especialistas apontam que os moradores devem tomar medidas de higiene
respiratória.
Srag começaram a ser registrados desde o início do ano. Foram 221 notificações
até 10 de março. Destas, 130 exames foram analisados pela Fundação Ezequiel
Dias (Funed), com confirmação de oito casos da síndrome provocada por
influenza. Destes, 75% foram pelo tipo A, todos do subtipo A/H3 sazonal, o
mesmo que se espalhou pelos Estados Unidos, e 25% pelo tipo B. Belo
Horizonte registra o maior número de casos, sendo quatro no total. Pacientes
também contraíram o vírus Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e Varginha, no Sul
de Minas. Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Lagoa Santa, na Grande BH, tiveram
casos de influenza tipo B.
A incidência de casos do vírus H3N2 acende um alerta da Secretaria de Estado de
Saúde (SES). “A gente está acompanhando muito o que ocorreu nos Estados Unidos
no ano passado. Teve uma circulação muito intensa do H3N2 e lá houve um aumento
muito grande de internações, principalmente de idosos e crianças. Então,
estamos acompanhamos a variação do H3N2. É uma doença grave como qualquer
influenza”, disse Janaína Fonseca Almeida, diretora de Vigilância
Epidemiológica da SES.
No ano passado, Minas registrou 300 casos de Srag provocados por influenza.
Destes, 50 pacientes não resistiram. O tipo A/H3 sazonal foi novamente o
subtipo mais identificado. Em 2016, o índice de mortalidade pelo vírus foi o
maior desde 2009. Foram 1.059 casos registrados, que resultaram em 291
mortes.
A forma mais segura de prevenção contra o vírus é por meio da vacinação. A
campanha já está em fase de preparação e deve ter início em 16 de abril, com
previsão de término em 25 de maio. “Estamos trabalhando nas questões de mídia
relacionadas à campanha”, explicou Janaína Almeida. Os grupos de riscos serão
convocados. São eles: idosos acima de 60 anos, crianças de seis meses a menores
de 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores de
saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas, e os professores da
rede pública e particular. “Ano passado conseguimos bater a meta, mas tivemos que
estender os dias de campanha. Nossa maior dificuldade é com gestantes. É um
grupo muito importante para vacinar e não tem nenhuma contraindicação”,
complementou.
OUTROS CUIDADOS Medidas de higiene podem também ser tomadas pelos
moradores. Ao tossir e espirrar, deve ser usada a parte interna dos braços para
tampar o rosto, as pessoas devem utilizar lenços descartáveis, evitar locais
com aglomeração, deixar o ar circular principalmente no inverno e em dias
frios, não se automedicar, não compartilhar objetos de uso pessoal, como
talheres, copos e pratos, e diante de qualquer sintoma devem procurar um posto
de saúde.
Os profissionais do SUS já receberam as orientações sobre as estratégias deste
ano. “A gente fez um simpósio sobre o Influenza em 7 de março com as 28
regionais de saúde. Foi uma fase preparatória para a sazonalidade deste ano.
Todos os municípios estão se preparando para a vacinação e as unidades estarão
em alerta”, finalizou a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES.


