A Confederação Nacional do Transporte (CNT) informa que o óleo diesel acumulou alta de 15,26% de janeiro a setembro de 2026, com base no IPCA, a inflação oficial calculada pelo IBGE. O dado consta no Boletim de Conjuntura Econômica de outubro da entidade. Segundo a CNT, no mesmo período de 2025 a alta havia sido de 1,57%. O IBGE registrou aumento de 1,69% no diesel somente em setembro.
O boletim aponta que outros custos das transportadoras também subiram: o óleo lubrificante acumulou alta de 14,09% de janeiro a setembro (contra 1,58% no ano passado), e o pedágio, 4,65%.
Juros e inflação completam o cenário descrito pela CNT. Em setembro, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,58%, acima do teto de 4,5% da meta. Na reunião de 16 de setembro, o Copom, do Banco Central, reduziu a Selic para 13,75% ao ano. Segundo a CNT, o Brasil segue com o maior juro real entre as principais economias analisadas no boletim: 8,77% ao ano. Para as empresas, juros altos encarecem financiamentos, capital de giro e a renovação de frota.
No orçamento, a proposta para 2027 prevê R$ 16,07 bilhões em investimentos em infraestrutura de transporte, 4% a menos que a proposta de 2026, segundo levantamento da CNT.
Com informações da CNT, do IBGE e do Banco Central. Imagem: ilustração gerada por inteligência artificial.

