28 de agosto de 2024 – 1 minuto de leitura
A cafeicultura de montanha vem
renovando suas lavouras de café e, nessas novas áreas implantadas nos
últimos anos, estão sendo adotadas, praticamente em todas, as variedades
desenvolvidas pela Fundação Procafé.
A cafeicultura de montanha ocupa cerca de 700 mil hectares de
lavouras, situadas, principalmente, na Zona da Mata de Minas e na região
Serrana do Estado do Espírito Santo. Ela é responsável por cerca de 25%
da produção brasileira de café, com safras anuais de 13 a 15 milhões de
sacas. Nessas regiões, o café gera renda e empregos, em pequenas
propriedades, nas vidas e nas cidades.
A variedade de café tradicional, plantada nas regiões de montanhas, é
a catuaí: produtiva, mas suscetível à ferrugem – doença que causa
desfolha das plantas e perda de produtividade nas lavouras.
Com base nas pesquisas realizadas pela Fundação, com ensaios
implantados na Zona de Montanha, verificou-se que variedades do grupo
catucaí, arara e acauã superam, em produtividade, a variedade catuaí,
com as vantagens adicionais de resistência/tolerância à ferrugem e de
boa qualidade de bebida.
Observações em campo, na região de montanha, mostram os bons
resultados desses novos materiais genéticos e, por isso, os produtores
vêm plantando apenas essas novas variedades, em substituição ao catuaí.
Pode-se verificar lavouras, em todas as propriedades, com as variedades
catucaí 785/15 (vermelho e amarelo), catucaí amarelo 24/137, catucaí
amarelo 20/15 cv 479 e arara.
As fotos mostram o aspecto geral das lavouras de café na região de
montanha do ES e exemplos de cafeeiros muito produtivos, do grupo
catucaí e arara.
Vista geral de lavoura cafeeira na região de montanha em Ibatiba (ES), com variedades novas
Cafeeiros das variedades catucaí amarelo 20/15 cv 479 (esq.) e arara
(dir.), em lavouras da região de montanha no ES. Os cafeeiros, na
segunda safra, mostram alto vigor e boa produtividade – Ibatiba, mar/24
POR: JOSÉ BRAZ MATIELLO

