A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou um conjunto de iniciativas destinadas a reforçar a segurança das informações nas eleições de 2024.
As medidas, focadas na prevenção de abusos e na melhoria da
transparência, têm como objetivo assegurar a integridade do processo
eleitoral em meio a crescentes preocupações com desinformação e
manipulação usando Inteligência Artificial.
As iniciativas incluem o aperfeiçoamento da precisão dos fatos
fornecidos pelo ChatGPT, a redução de viés ideológico e o
desenvolvimento de salvaguardas contra deepfakes e chatbots que
imitam candidatos políticos, além do incentivo à participação do
público no processo eleitoral com informações confiáveis sobre a
votação.
Deepfakes são vídeos criados usando IA que simulam uma
pessoa dizendo ou fazendo algo que ela nunca disse ou fez. Eles são tão
realistas que podem ser difíceis de distinguir da realidade. Chatbotssão
programas de computador projetados para simular conversas com usuários
humanos. Eles usam IA para responder perguntas e interagir de maneira
natural, como se fossem pessoas reais.
A empresa também está investindo em transparência em torno do
conteúdo gerado por IA, com projetos como a implementação de
certificações digitais para imagens geradas pelo DALL·E 3, o gerador de
imagens da OpenAI, e o desenvolvimento de um classificador de
procedência para detectar imagens feitas pela ferramenta.
O ChatGPT está integrando fontes de informação em tempo real para proporcionar acesso a notícias atualizadas. A parceria com a National Association of Secretaries of State (NASS) nos Estados Unidos vai direcionar eleitores americanos para o site CanIVote, que tira dúvidas usuais sobre locais de votações, entre outras informações confiáveis e checadas relacionadas ao ato de votar.
Deepfakes: Uma nova arma na Guerra Israel-Hamas
No conflito entre Israel e Hamas, deepfakesemergiram como
uma nova arma de guerra de informações, prática abjeta mas impossível de
ser controlada quando um dos lados não respeita qualquer regra ou
marcos civilizatórios básicos.
Vídeos e imagens falsos, gerados por IA, simularam cenários de guerra
para manipular percepções e sentimentos. Imagens de bebês abandonados
sangrando, apesar de falsas, se espalharam nas redes sociais, gerando
reações emocionais intensas e confundindo a opinião pública, já
radicalizada.
COM:TBN


