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O
observatório Solar Dynamics, da NASA, registrou um buraco de 800 mil
quilômetros – o que representa o tamanho de 60 Terras – na coroa solar, a
camada mais externa da atmosfera do Sol. O buraco foi detectado no
domingo (3).
Com a rotação do astro, essa abertura ficou virada para o
planeta, o que tem impactos na Terra. Apesar de ser um fenômeno comum,
este buraco tem tamanho considerado sem precedentes em relação aos
registrados anteriormente.
Com a abertura, são liberados feixes de radiação mais fortes que o habitual, que atingem a Terra.
Efeitos na Terra
- Uma grande quantidade de vento solar está escapando por esse buraco e vindo em direção a Terra.
- Isso pode levar a uma tempestade geomagnética de intensidade G2, considerada de nível moderado. A escala vai do G1 ao G5.
- Essa tempestade geomagnética pode levar a falhas em sistemas
elétricos e aparições de auroras boreais e austrais, segundo a NOAA
(Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos Estados Unidos. - Satélites e ondas de rádio também podem sofrer alterações por causa dessa tempestade.
- A expectativa da NOAA era de que essa tempestade duraria até ontem, perdendo intensidade ao longo das horas.
Fenômeno é comum
Esse buraco na coroa do sol é considerado um fenômeno comum de
ocorrer. De acordo com a NASA, pode surgir em qualquer região do astro.
É mais comum de ser detectado durante o chamado mínimo solar, que é o período de menor atividade do ciclo solar.
Buracos coronais são criados quando os campos magnéticos que
mantêm o Sol em um local se abrem repentinamente e fazem com que o
conteúdo presente na superfície superior do Sol seja dissipado na forma
de vento solar, de acordo com a NOAA.
Eles parecem manchas escuras por serem menos densos e mais frios em relação ao plasma que circunda o Sol.
Com informações do Tilt – UOL

